Nunca gostei de bêbados, nem de mendigos. Não é aquele não gostar de bater, escomungar e botar fogo, é um não gostar de conviver, de querer perto. Lógico, ninguém quer uma pessoa assim por perto. "Pessoa". Estranho pensar neles assim. Para muitos são apenas seres que falam coisas sem nexo, fedem e são divertidos de vez em quando. Eu tenho pena, mesmo alguns não merecendo. Penso que cada um tem a sua história, sofreram as consequências por terem tomado decisões erradas e agora pagam sendo tratados como animais. Não gosto de ouvir seus assuntos sem sentido, nem de ver eles sendo motivo de risos. Não sei se estou amolecendo ou se esse é um dos lados que eu tenho e que nunca tinha notado. Que seja, pouco me importa, também. Mas é triste de se ver. Pode ser medo de que eu me torne assim um dia, ou simplesmente hipocrisia da minha parte, já que, como disse, não sei o que sucedeu-se para estarem nesse estado. Quem sabe. O que seria deles se tivessem tomado as decisões certas, apostado na hora exata, decidido pelo sim ao não, ter gritado seis ao invés de ter corrido?
Eu nunca vou saber.
Nem eles...
Postar de madrugada não dá muito certo, esse texto tem um quê de sentimental.
Ouvindo Jethro Tull - Hymn 43
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
O combustível do ser humano é a Vontade. O que leva um bêbado a encher a cara? O que leva um drogado a cheirar cocaína? A vontade. E é triste, mas eles podem se tratar, horas de terapia, e achar que estão 100% curados, mas um dia, a vontade pode tomar conta deles de novo, e forçar-lhes a fazer algo que não queriam.
Será que isso torna o fato de termos "vontades" ruim?
Postar um comentário