Fiquei tanto tempo sem postar que hoje vou sobrecarregar isso aqui.
Vou começar narrando a minha ida para Aparecida (é, por incrivél que pareça, eu fui), um lugarzinho agradavél, onde você encontra todos os tipos de pessoas: os fiéis, em sua maioria hipócritas que vão para lá acender meia duzia de velas, assistir a uma missa e rezar para uma imagem pescada em um rio sujo, tudo isso para pagar por milhões de pecados cometidos em poucos meses e esvaziar sua mente dos medos de um inferno ardente; os muambeiros, falsos beatos igualmente hipócritas que vão para lá somente aproveitar o incrivél comercio lá abrigado, se entupindo de objetos falsificados e baratos, imagens, fitinhas e todas as coisas típicas encontradas em um 'santuário' para, óbvio, lucrar com isso; os manés, acéfalos que usam bonés de crochê, acham que estão fazendo moda e que vão somente para beber dentro da igreja (sim, existe um bar dentro da igreja), cantar gente igualmente acéfala que estão por lá pelos mesmos motivos e arrumar confusão; e os forçados, no caso, eu.
Considero isso como uma aventura, que tem inicio antes mesmo de chegar ao meu destino. Dentro de um ônibus apertado, todos os tipos de pessoas citadas acima, juntas, rezando, rezando, rezando... E eu, tentando não pensar que aquilo estava por piorar, ao mesmo tempo que tentava abafar o som das súplicas com um mp3 quase sem pilhas. A dissimulação já deu as caras nesse momento, quando um senhor se dirigiu ao banheiro, tropeçou e soltou um sonoro palavrão, lógico, enquanto rezava; e logo após, no discurso fervoroso de uma mulher com uma criança de colo, dizendo que "devia se fazer o bem não importasse quem" e no seu paradoxal não comprimento da máxima, quando lhe foi pedido um pedaço de pão por uma criança, em uma parada.
É uma vida estranha, essa, eu coexistindo em um meio que nunca desejei estar (e que nunca desejarei, tenho certeza), com gente, as vezes humilde e fiél, de fato, mas que acaba por se vender, achando que aquilo é a vontade de seu "pai celestial", e com todo o resto da massa insaciavél por caos.
Será que vale a pena manter a "casa de Deus" nessas condições?
É por isso e por tantos outros motivos e fatores, que não valem ser citados aqui e agora, que mantenho minhas convicções. De que adianta ter uma crença como essas, se tudo o que me faria ter fé não existe mais, ou melhor, foi destruido por gente que crê no mesmo que eu?
Perguntas sem respostas me deixam confuso demais...
Ouvindo Alice Cooper - Sideshow
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4 comentários:
Bom, a moda da temporada adolescente é ser Ateu, nem comentarei tal parte.
Mas, porra, caravana católica? OOOOWNEEED!!!!
"Bom, a moda da temporada adolescente é ser Ateu, nem comentarei tal parte."
A moda adolecendo é gostar de High School Musical, isso não tem nada a ver. Viajou.
Sabe... tem tb aquelas pessoas que casam na igreja e nunca mais vão colocar o pé em uma e as vezes nem acreditam no que a igreja prega. Casam lá pq é bonito e "tradicional"... Tradição tb é uma palavra que já se tornou meio sei lá, esqueci a palavrinha...
Cara, você em Aparecida é uma coisa que eu não consigo imaginar... Aparece uma mensagem de erro no meu cérebro, hahaha!
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